Nas notícias veiculadas, em
janeiro de 2017, é possível perceber que, apesar da diminuição de casos de
Hanseníase não somente no Ceará, mas em todo o Brasil, é importante a
continuação do trabalho de conscientização e alerta a respeito do assunto. O
dia mundial de luta contra a Hanseníase, 29 de Janeiro, é uma dessas datas que
serve de marco para manifestar-se social e publicamente sobre ações de combate
e prevenção da doença que ainda é pouco conhecida e carrega preconceito em sua
história. Eventos como este, que busca atingir diferentes públicos e faixas
etárias em diversas áreas sociais, dão oportunidade para se discutir e
esclarecer o maior número de pessoas com o objetivo de buscar novos possíveis
diagnósticos através da identificação precoce e, a partir daí, diminuir (com a
realização do tratamento adequado) as formas de transmissão, evitando com que a
doença se espalhe. Está claro que o trabalho de mobilização e discussão deve
ser persistente e contínuo voltado não somente para o público, mas para o
aperfeiçoamento dos profissionais de saúde, que devem estar sempre preparados
para lidar com esses casos da melhor forma possível e tratar, além do
adoecimento físico, o emocional do paciente.
Hanseníase, Uma doença à flor da pele
Espaço dedicado à troca e exibição de informações a respeito da hanseníase. Nosso objetivo é, não somente compartilhar sobre a doença, mas buscar novos conceitos e definições que tornem-se ferramentas de auxílio ao diagnóstico.
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quarta-feira, 24 de maio de 2017
terça-feira, 23 de maio de 2017
Famílias separadas pela hanseníase se reencontram, no Pará - Comentário
Nessa matéria, publicada em 20 abril de 2017 no portal G1 do Pará, é possível perceber a dimensão do preconceito com os doentes de Hanseníase há alguns anos, quando essas pessoas eram mantidas em isolamento e afastadas até mesmo de seus familiares. A notícia relata o reencontro de irmãos após 50 anos, tempo em que foram afastados porque os pais eram reconhecidos como 'leprosos'. Mais uma vez mostra-se a importância de se conhecer mais a respeito dessa doença tão estigmatizada, marcada por um passado duro e por muitos ainda desconhecida. No entanto, através das campanhas e trabalhos sociais envolvendo o tema, percebe-se que existe - por parte dos órgãos e instituições públicas e privadas - a tentativa constante de mudança desse pensamento. Em todo o país é possível observar que essas manifestações que visam orientar, informar e desmistificar a Hanseníase ganham espaço e a atenção do público que vem crescendo e, com isso, dando a oportunidade de se reconhecer precocemente a patologia (o que proporciona o diagnóstico precoce e diminui a transmissão).
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Saiba mais sobre o Bacilo
O bacilo parasita os macrófagos e as células de shwann
Agente
causador da Hanseníase, o Mycobacterium leprae, também conhecido como bacilo de
Hansen, é uma actinobactéria de crescimento lento (o período de incubação é de
2 a 7 anos). Para se desenvolver, esses bacilos necessitam de temperaturas com
média de 30 graus, o que explica a infecção que atinge as regiões mais frias do
corpo, como as extremidades e nervos periféricos.
Parasita
intracelular obrigatório, o bacilo é encontrado no interior dos macrófagos onde
formam aglomerados e granulomas (identificados através de exames laboratoriais).
Para sobrevirem nessa condição, o microrganismo possui mecanismos que o
permitem resistir aos efeitos tóxicos dos metabólitos oxidativos produzidos
pelas células, o que o protege da resposta imunológica.
Nas células de Shwann, responsável pela formação de mielina dos
nervos periféricos, essa invasão leva à destruição desse componente celular e,
então, à disfunção dos nervos. A perda do tato e da sensibilidade é explicada
por esse fenômeno, que é uma das principais características da Hanseníase.
A coloração
de Ziehl Neelsen é a técnica indicada para reconhecimento dessa bactéria gram
positiva que se reproduz por divisão binária. Sua estrutura química é composta
por parede celular, (20nm de espessura) formada por peptídeoglicano e cadeia
polissacarídea, e cápsula. Como em outras micobactérias, sua superfície externa
é caracterizada pela presença de uma grande quantidade de componentes
lipídicos.
Texto
escrito pelas autoras do Blog, baseado em artigos sobre o tema, com o intuito
de resumir e esclarecer a respeito das características microbiológicas do
Bacilo de Hansen.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Características laboratoriais do M.leprae
Esse vídeo tem como intuito de demonstrar as características gerais e laboratoriais do Mycobacterium leprae para total conhecimento do bacilo.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Resenha Crítica sobre artigo: Portador de Hanseníase: Impacto Psicológico do Diagnóstico
O artigo, publicado no ano
de 2014 na revista Psicologia & Sociedade, transcorre por diversos pontos
históricos e atuais da hanseníase com o objetivo de identificar os impactos
psicológicos provocados no paciente portador dessa doença após o diagnóstico. É
evidente que, apesar das desmistificações e mudanças no olhar relativos a essa
enfermidade ao longo dos anos, ainda existe uma marca de preconceito deixada
por ela, que até o ano de 1995 era conhecida no Brasil através do termo
“lepra”. Uma das questões claramente descrita logo no início da publicação é a
associação desse preconceito, herdado ainda da Idade Média, com a falta de
informação sobre o assunto. Através de um grupo de cinco pessoas (com faixa
etária entre 36 e 70 anos), é possível compreender os sentimentos vivenciados
por aqueles que se descobrem hanseniano em determinada fase da sua vida. Medo,
vergonha, exclusão social, rejeição e raiva fazem parte do cotidiano dos
portadores, que sofrem discriminação notória não somente pela sociedade, mas
até mesmo dentro da sua própria casa. No entanto, a pesquisa realizada no
Centro de Referência em Doenças Endêmicas e Programas Especiais Dr. Alexandre
Castelo Branco (CREDEN-PES) da Secretaria Municipal de Saúde de Governador
Valadares/MG, mostra a importância dos profissionais de saúde durante todo esse
processo: desde o diagnóstico até o final do tratamento, que dura em torno de 6
meses. A equipe envolvida no atendimento clínico, de fundamental importância
para o sucesso do tratamento dessas pessoas, envolve médicos dermatologistas,
enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, dentre outros especialistas que devem
estar engajados no trabalho voltado não somente para curar, esclarecer dúvidas
e informar sobre a doença, mas de reinserção desses pacientes à vida normal.
Para melhor entender as dificuldades psicossociais que envolvem esse grupo
acometido pela doença, a pesquisa voltou à sua atenção para o acolhimento, as
informações transmitidas, a reação ao receber o diagnóstico e o cotidiano dos
portadores, assim como suas relações com os indivíduos – fatores determinantes
para compreender as diferentes situações em que cada um se coloca diante desse
problema. Também é fácil concluir diante das citações que quanto melhor for o
relacionamento da pessoa com os outros e com si mesmo, melhor será o processo
de aceitação e convivência com o tratamento. Em muitos pontos citados é
possível perceber o auto preconceito gerado dentro de cada um, quando há a negação
até mesmo para a família ou não se aceita doente para dar continuidade aos
cuidados que devem ser levados a sério. A postura do paciente diante dessa
perspectiva, aliado à conduta dos profissionais perante ele, é o que irá
trilhar o caminho que será seguido pelo que se descobre hanseniano. Já está
mais do que certo que lidar com os estigmas de uma doença milenar, que tem sua
história de preconceito trazida pela bíblia, é algo difícil de mudar. No
entanto, também fica claro que é possível minimizar os impactos gerados por
esse diagnóstico a fim de oferecer uma melhor qualidade de vida e saúde mental
aos seus pacientes. Quanto mais informações e acolhimento estiverem disponíveis
em torno dos que forem diagnosticados com Hanseníase, melhor será a forma de
aceitação e, consequentemente, a visão diante daquele quadro que, de início e
por falta de conhecimento, parece tão difícil de ser enfrentado.
- Link do Artigo:
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Boletim Epidemiológico com os dados de Incidência e Prevalência da doença no Ceará.
Hanseníase continua sendo uma doença bastante prevalente, apesar do crescente aumento de pesquisas desenvolvidas nos últimos anos. A meta de eliminação como problema de saúde pública faz parte da política de mesmo nome e que contribuiu para grande avanço na oferta de tratamento curativo, com aumento do acesso aos serviços de saúde, por meio da descentralização das ações de controle para serviços básicos de saúde.
Nestas imagens vocês encontrarão dados de incidência e prevalência. A atenção à pessoa com hanseníase deve ser oferecida em toda rede de atenção do Sistema Único de Saúde, de acordo com a necessidade de cada caso.
Fonte em PDF: file:///C:/Users/Aliniks%20Oliveira/Downloads/Hanseniase-Avan%C3%A7os-e-Desafios-colorido.pdfcap3.pdf
Link:http://www.saude.ce.gov.br/index.php/boletins
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