O bacilo parasita os macrófagos e as células de shwann
Agente
causador da Hanseníase, o Mycobacterium leprae, também conhecido como bacilo de
Hansen, é uma actinobactéria de crescimento lento (o período de incubação é de
2 a 7 anos). Para se desenvolver, esses bacilos necessitam de temperaturas com
média de 30 graus, o que explica a infecção que atinge as regiões mais frias do
corpo, como as extremidades e nervos periféricos.
Parasita
intracelular obrigatório, o bacilo é encontrado no interior dos macrófagos onde
formam aglomerados e granulomas (identificados através de exames laboratoriais).
Para sobrevirem nessa condição, o microrganismo possui mecanismos que o
permitem resistir aos efeitos tóxicos dos metabólitos oxidativos produzidos
pelas células, o que o protege da resposta imunológica.
Nas células de Shwann, responsável pela formação de mielina dos
nervos periféricos, essa invasão leva à destruição desse componente celular e,
então, à disfunção dos nervos. A perda do tato e da sensibilidade é explicada
por esse fenômeno, que é uma das principais características da Hanseníase.
A coloração
de Ziehl Neelsen é a técnica indicada para reconhecimento dessa bactéria gram
positiva que se reproduz por divisão binária. Sua estrutura química é composta
por parede celular, (20nm de espessura) formada por peptídeoglicano e cadeia
polissacarídea, e cápsula. Como em outras micobactérias, sua superfície externa
é caracterizada pela presença de uma grande quantidade de componentes
lipídicos.
Texto
escrito pelas autoras do Blog, baseado em artigos sobre o tema, com o intuito
de resumir e esclarecer a respeito das características microbiológicas do
Bacilo de Hansen.

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